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  <title>Rasuras</title>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/</link>
  <description>Rasuras - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Thu, 03 Feb 2011 14:30:23 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Thu, 03 Feb 2011 14:26:11 GMT</pubDate>
  <title>Meu Amor Meu</title>
  <author>Rafael Castellar das Neves</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/9339.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Há muito tenho estado ausente daqui. São muitas coisas durante nossos dias que dificultam o alinhamento e comprometimento. Até mesmo meu blog pessoal está sofrendo com isso, mas tenho tentado e logo as coisas ficarão melhores. Assim, deixo aqui um texto já publicado em meu blog, como sinal de minha &quot;ausente presença&quot; por aqui.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Grande abraço a todos!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;*           *          *&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meu amor tem os mais amáveis, desejáveis e inexplicáveis sorrisos,  únicos em suas formas e nos seus doarem-se; suficientes para  contestar-me a existência e colocar-me no mais alto e sagrado dos  altares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor apresenta-se em um existir que flutua  magicamente pelo meu mundo e que entranha-se pelos cômodos da minha  existência, pulverizando-se em inesquecíveis e inexplicáveis aromas por  todo meu todo, tocando cada canto escuro meu, pondo-me a contestar o meu  próprio ininteligível e inexplicável ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor me lança um  misterioso e desejável olhar que me suplica e me condena. Olhar este que  me atravessa pelas mais espessas e rijas defesas e vê, em mim, aquilo  que nunca nem eu soube ou saberei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor ouve de mim os mais  secretos suspiros, aqueles que à ninguém dou o merecimento e dignidade  de notar, para, simplesmente, a minha integridade e essência manter, e  disso se beneficia a me conhecer, para a mim sentir e julgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu  amor canta sua doçura para que a mim possa se permear, cada vez mais e  as feridas todas conhecer, e nelas tocar quando se irritar ou diminuído  me quiser; delas limpa o sangue, sem as cicatrizar, para que delas  possa, um dia ou momento, se valer quando convir ou, simplesmente, se  fazer presente e cúmplice a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor conhece os meus cheiros  e todas suas razões para que a mim possa governar em sua vontade e a  mim possa acolher em seu desejar secreto e, acima de tudo, fazer-se  parte de meu existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor saboreia-me como um fruto maduro,  prestes a desprender-se de seu caule e ao chão dedicar-se sua podridão,  de forma que neste momento possa se mostrar presente feito medicina  garantida à eternidade de nossa existência, por seus lábios sedutores e  aniquiladores daquilo que tanto lutei para ser – sem ao menos saber se a  pena valeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor é cruel e destemido em seu querer para  si, e de mim tira todas as forças para sigo próprio, sem questionar ou  relevar as dores que a mim se apresentam por todo o meu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu  amor tem dúvidas de si para comigo, para consigo, por mim e para  conosco, as quais planto sem ciência e desejo, mas das quais tento  resolver para que a mim se apegue, por confiança e merecimento, o meu  amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor é único e querido a mais que mim mesmo, mas ainda  não sabe – e nunca saberá, pois nunca conseguirei dizer – o quanto  caminhei e lutei, nem quanto me quebrei e me acabei para encontrá-lo;  menos ainda sabe que isso nada significa diante ao tudo que posso – e  sei que preciso – fazer para mantê-lo assim, amor meu!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por Rafael Castellar das Neves&lt;/p&gt;</description>
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  <category>poesia</category>
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  <pubDate>Sun, 13 Jun 2010 23:00:27 GMT</pubDate>
  <title>Pecado</title>
  <author>manu</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/9050.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Atingido fatalmente pelo raio do trovão&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;chamuscou-se o músculo do meu peito&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;como marca dos deuses num seu eleito&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;por crimes atrozes sem direito a perdão&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mortal fiquei e com mancha no coração&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;à vontade dos divos eternamente sujeito&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;afinal, eu fiz a cama onde hoje me deito&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e o que vivo, do que fiz, é vil retaliação&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conheço todos os pecados que perpetrei&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;distingo bem todas as falhas que obrei&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;de todos, sou o primeiro em penitência&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A razão de cada pecado apenas eu a sei&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;amargo foi o sabor que de todos provei&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;afinal cada acto tem a sua consequência&lt;/p&gt;</description>
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  <category>poesia</category>
</item>
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  <pubDate>Sat, 05 Jun 2010 22:59:49 GMT</pubDate>
  <title>Fogo que arde</title>
  <author>manu</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/8937.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Amor é fogo que arde sem se ver&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;há muito tempo que eu oiço dizer&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e ainda não sei se hei-de acreditar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;o fogo queima, sinto o corpo arder&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;é dor que sinto, nada disto é prazer&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;por amor ninguém merece queimar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Amor é fogo que arde sem se ver&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mas eu vejo o meu coração arder&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e a minha alma está a acompanhar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;esta dor estou decidido a combater&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;não vejo quem me possa socorrer&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e este incêndio consiga apaziguar&lt;/p&gt;</description>
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  <category>poesia</category>
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  <pubDate>Wed, 12 May 2010 15:00:37 GMT</pubDate>
  <title>Coração embalsamado</title>
  <author>manu</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/8685.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Estou a viver esta vida a cem à hora&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;hibernado no passado, respiro agora&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;eras diferentes vividas num momento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;preso ao que não tive, apenas memória&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a um amor fantasma, triste, sem glória&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;fantasias nocturnas, ilusões ao relento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noites perdidas com discursos calados&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;tanto alma como coração, danificados&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;gigantesca é esta cicatriz no meu peito&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;o tempo tudo cura?!! Não senti nada!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A esta ferida purulenta ainda infectada&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;nenhum antídoto consegue fazer efeito&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande enfermidade esta que me afecta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;virulenta doença que minh&apos;alma infecta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;fui corrompido pela maior da moléstias&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;o tempo tarda em ser médico de serviço&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e assim continuo neste estado enfermiço&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e de cura, nem há esperança nem réstias&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ó destino traidor, que amor tu me deste&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;doença mais mortal que a própria peste&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que te fiz eu para merecer esta traição?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acaso serei digno de carregar esta cruz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;viver nas trevas, do amor sorver a pus&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e ver embalsamares este pobre coração? &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://rasuras.blogs.sapo.pt/8685.html</comments>
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  <category>poesia</category>
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  <pubDate>Wed, 14 Apr 2010 08:11:09 GMT</pubDate>
  <title>Lógica humana</title>
  <author>manu</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/8411.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Existe um túnel e no fim há uma luz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;é a esperança que até lá nos conduz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e cegos, caminhamos passo a passo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;olhos vendados, na cabeça um capuz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;aceitamos este jogo porque nos seduz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e jogamos animados, sem embaraço&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Arrebatados por esta cegueira global&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;pensamos estar a agir de modo natural&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;cada um de nós é parte deste rebanho&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;damos uso ao nosso instinto animal?!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na tentativa de atingir apenas o frugal&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e gigantes são as proezas sem tamanho&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando abrimos os olhos lamentamos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;termos chegado ao lugar onde estamos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;arrependidos pelo caminho percorrido&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;então em desespero só nos queixamos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e com os braços cruzados continuamos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a dar passos em frente no mesmo sentido&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>poesia</category>
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  <pubDate>Fri, 01 Jan 2010 22:06:16 GMT</pubDate>
  <title>Mãos à obra</title>
  <author>manu</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/4945.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Início de ano, novas intenções&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;depois do balanço, projecções&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ano para novas metas alcançar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mãos à obra que já se faz tarde&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;enquanto o estimulo &apos;inda arde&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;para o entusiasmo não s&apos;apagar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entremos desde logo em acção&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;lapiseiras em riste e inspiração&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;libertem esses génios criadores&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;vamos dar poemas ao ano novo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;emitir na poesia a voz do povo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sendo escrutinados p&apos;los leitores&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Façamos odes aos sentimentos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;alegremos p&apos;los padecimentos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;pintemos com letras as alegrias&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;criemos mundos da nossa lavra&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;dando uma vida a cada palavra&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;exultemos pelas nossas poesias&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;</description>
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  <category>poesia</category>
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  <pubDate>Tue, 08 Dec 2009 13:33:20 GMT</pubDate>
  <title>Pensamentos</title>
  <author>manu</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/3652.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Dizemos, amiúde, que somos seres pensantes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mas creio que pensamos menos do que antes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;já são poucos os momentos de auto reflexão&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;damos nulo valor a temas mais importantes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;embrenhamo-nos em conteúdos irrelevantes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;consumimos ideais por interposta imposição&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Onde estão as características diferenciadoras&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que nos reputam como criaturas pensadoras&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e nos distinguem dos restantes seres animais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;onde ficaram as particularidades reveladoras&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;talvez retidas na sombra de ideias inibidoras&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e de pensar não seremos capazes nunca mais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>poesia</category>
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  <pubDate>Sun, 15 Nov 2009 16:00:02 GMT</pubDate>
  <title>Divergências</title>
  <author>manu</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/2441.html</link>
  <description>&lt;p&gt;A estas convicções que são minhas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;torces o nariz, dizes que não gostas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sem explicação viras-me as costas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;afirmas que tortas são estas linhas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao meu modo de vida chamas abuso&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;exiges radical mudança de atitude&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e, quem sabe, aí a tua opinião mude&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a essa chantagem me nego e recuso&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada um faz da vida o que lhe apraz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;desde que não prejudique ninguém&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;não existem razões para afastamento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se conviver comigo tu não és capaz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e por divergências me tens desdém&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;só posso dizer uma coisa: Lamento!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>poesia</category>
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  <pubDate>Sat, 07 Nov 2009 18:29:16 GMT</pubDate>
  <title>O que sou hoje</title>
  <author>manu</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/1744.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Este meu rosto queimado p&apos;la vida&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;com as rugas que o tempo me deu&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;já foi lácteo, entretanto escureceu&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;com conta, peso e alguma medida&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este meu corpo cheio de cicatrizes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;vergado ao sabor de mil amarguras&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;combateu o destino e suas agruras&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e também viveu momentos felizes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje sou como sou, por culpa minha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sou apenas resultado do que vivi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ninguém me exigiu este desfecho&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tracei o meu caminho nesta linha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;neste percurso, eu assim me defini&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;razão pela qual jamais me queixo&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://rasuras.blogs.sapo.pt/1744.html</comments>
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  <category>poesia</category>
</item>
<item>
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  <pubDate>Fri, 06 Nov 2009 01:16:20 GMT</pubDate>
  <title>Desenformado</title>
  <author>Rafael Castellar das Neves</author>
  <link>https://rasuras.blogs.sapo.pt/1098.html</link>
  <description>&lt;p&gt;






         



&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Foram tantas as fôrmas que me são sinicamente presenteadas,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Sob os mais diversos disfarces e nomes,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Preparadas pelos alheios desejos, vontades e sonhos frustrados de vidas suspensas pelo comodismo justificado por um divinizado conformismo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;E que são ridiculamente impostas por acuações emocionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Fôrmas às quais deveria me submeter para que as minhas formas atendam os movimentos, os resultados, os passos e os comportamentos formulados por expectativas que guiam planos de vida traçados e postos em execução sem minhas concessões,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Que desconsideram, inclusive, as minhas vontades, minhas loucuras, minhas manhas, minhas frescuras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Formas assumi das fôrmas que entrei, porque quis; também as rejeitei e a elas retornei, porque sim!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Não me trato de uma metamorfose, ou de uma rebeldia desvairada contra vida; ao contrário, apenas de uma apaixonada loucura pela vida, como eu quiser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;A cada passo faço meu caminho, guiado apenas pelas minhas vontades, que desalinham planetas, embaralham cartas, desorientam anjos e multiplicam números.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Sou a mancha que encarde a melhor das camisas,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Sou a rasura que incomoda no canto da página,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Sou a pequena nuvem grossa no céu azul de uma quente tarde de domingo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Sou errante, inesperado, inconveniente; livre para mim e feliz de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Àquelas fôrmas, deixo minha arrogância;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Aos seus proponentes, o meu sarcasmo;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Aos enformados, os meus pêsames.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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