Convívio. Cumprimentos. Conversas. Sons.
Silêncio. Silêncios.
As nossas vidas têm disso tudo.
Se não têm… um dia hão-de ter possibilidades disso tudo.
As possibilidades de execução começam pela capacidade mental de as pensar.
Não são de excluir nem os problemas - ou mesmo a incapacidade - de audição e expressão, ou de fala, nem são de excluir as deficiências mentais, porque esse pensar que referimos pode ser do consciente, do subconsciente ou, até, ficar-se pelo inconsciente.
Estamos a utilizar a terminologia mais generalizada sobre os assuntos e o sentido lato dos termos.
Continuando… no plano mental podemos considerar que as nossas vidas, ou os nossos corpos, têm todas essas capacidades.
A questão, que ora tratamos, está em utilizá-las por vontade. A maioria tem medo do silêncio em si, e assim que pressente essa falta de som tenta atafulhar a cabeça de ideias e pensamentos que distraiam.
No entanto, o som e o silêncio são parte intrínseca de nós. De nós com os outros e de nós connosco.
São o nosso equilíbrio, são pontos para a nossa saúde.
- A mim o silêncio deprime-me, não me dá saúde nenhuma!
- Eu não suporto estar sem ouvir nada, vou logo ligar música ou notícias ou assim…
- Ouvir música pode ser terapêutico, o convívio pode ser salutar e nada disso está em causa. Apenas convém saber se estamos perante uma fuga de si próprio porque o silêncio facilita o intuir do nosso íntimo. Na maioria das vezes, o silêncio malquerido reflecte não se suportar a si mesmo, assim como o silêncio pretendido reflecte não suportar o convívio de outras opiniões.
- Resumindo, tudo é útil na devida conta para o equilíbrio.
- Nem mais!