Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Às vezes, creio que só às vezes, a vida sabe a beijos deixados roubar. E nada mais existe de bom senão isto. Mas, tal como a vida, o beijo termina, e durante existe a angustia de o saber mortal.
Ah!, se eu tivesse alguém a quem os roubar, eu seria feliz, às vezes...
Mesmo ciente da sua mortalidade, faz-me feliz...a vida com sabor a beijos roubados!
Roubo-os...às vezes!
Lindo, lindo!
Beijo
Somos felizes mas por pouco tempo. Outro beijo.
Mario, sou suspeito a falar deste tipo de coisa...apesar de querer que seja eterno, aprendi a aproveitar o máximo, justamente pela afirmação do seu texto: acaba!
Mas vou comentar com duas grandes frases doídas, importantes para mim de dois grandes escritores:
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem..." Fernando Pessoa
"[...] Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure." Vinicius de Moraes
Abraço....
Rafael
Quem sou eu para desdizer dois dos grandes da literatura, apesar de Pessoa se desdizer constantemente. Eu próprio às vezes acredito nisso. Um abraço.
Às vezes somos felizes... mas só às vezes, depois vêm as mágoas, as tristezas e voos nos nossos céus de desabam... as angústias! Mas esses pequenos momentos de beijos roubados, pequenos tempos perante a vidas, sabem tão bem! fazem-nos rejuvenescer, sonhar, crescer, idealizar... quem sabe aprender a amar um mundo melhor com outro olhar!
Gostei de ler este texto... inspirou-me
Uma golfada de ar fresco!
Abraço
De
eva a 13 de Novembro de 2009 às 18:45
A "angústia" de o saber mortal é porque ou esquecemos ou não temos a consciência da nossa imortalidade. É certo que é mais fácil dizê-lo que senti-lo mas a vida, apesar de curta, é uma corrida de longa distância. Cabe-nos aprender, decidir e escolher como gerimos o durante. E a escolha é a alma gémea do destino (Sarah Ban Breathnach).
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