Sábado, 31 de Outubro de 2009

Procuro nas palavras amarrotadas

a significância de pequenos nadas

que povoam a minha insanidade

quero as minhas acções explicadas

nas palavras que foram rasuradas

nas entrelinhas busco uma verdade

 

Junto pedaços de páginas rasgadas

leio palavras ufanas e desgraçadas

que me ocultam a bendita felicidade

esquadrinho as poesias abençoadas

tentando aprender origens sagradas

e libertar-me desta hostil orfandade

 

Ajeito poemas com letras plagiadas

alinho ideias há muito desalinhadas

sem lhes obter a melhor visibilidade

escrevo com tintas foscas, desbotadas

frases incoerentes, apenas embaçadas

faço-o por mero prazer e necessidade

 



publicado por manu às 14:18 | link do post | comentar

9 comentários:
De Breizh da Viken a 31 de Outubro de 2009 às 23:31
Bonitos momentos de leitura...
Parabéns aos escritores...

Manu...mostra a tua poesia!
Começaste muito bem...
A procura incessante de um poeta
Busca a perfeição!
A perfeição não é perfeita...
O que torna a poesia numa continuação.

abraços a todos



De manu a 1 de Novembro de 2009 às 00:30
Olá poetamorrente! Obrigado pelas tuas palavras. Realmente, o naipe de autores que forma o "Rasuras" é excelente e vai ser muito exigente conseguir manter o nível elevado de qualidade que estes primeiros passos colocaram. Beijos.


De Breizh da Viken a 1 de Novembro de 2009 às 00:36
Irá conseguir-se manter o nível... certamente e pensamento positivo!

bjs


De Mário Ramos d´Almeida a 4 de Novembro de 2009 às 20:21
Muito obrigado pelo teu comentário. Um abraço também.


De Osvaldo a 1 de Novembro de 2009 às 09:46
Como prometido, aqui vim ver e o que vi, Meus Deus, que maravilha de literatura... Vocês colocaram a fastia muito alta para que outros aventureiros literários participem.

Mas como o prazer de ler é muito, sentirnos-emos bem de nos deliciarmos com a leitura...

Parabéns a todos por este nobre projeto cultural. E a cultura bem merece quem a defenda.

Um abraço a todos,
Osvaldo


De manu a 1 de Novembro de 2009 às 10:00
Osvaldo! Obrigado pela visita e pelo comentário. Julgo poder falar por todos ao dizer que tentaremos manter a qualidade em prol da cultura (como bem dizes). Ficamos à espera das vossas visitas e comentários. Forte abraço.


De Mário Ramos d´Almeida a 4 de Novembro de 2009 às 20:26
Obrigado pelas tuas palavras de incentivo. Faremos o que pudermos para proporcionar bons momentos de leitura a quem nos visita. Abraço.


De Utopia das Palavras a 2 de Novembro de 2009 às 19:47
Palavras nos teus dedos rasgadas
suadas de inspiração tua
tantas as rimas escravizadas
para que o poema se construa!

Manu...para a tua "primeira vez" estás muito à vontade! Bonito ler-te por aqui também!

Beijo Maior


De manu a 3 de Novembro de 2009 às 01:39
Olá Ausenda!

É a palavra que fala na voz
deste monólogo improvisado
onde a ponta da caneta é a foz
deste poema aqui desaguado

Depois de encontrar o tema é deixar as palavras falarem por si, sem dramas nem constrangimentos. Beijo Grande.


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