Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Habituamo-nos desde pequenos à higiene, tanto em nós como nos outros e nos lugares que passamos a frequentar, ou não, conforme a diferença de limpeza que apresentam.

A higiene faz, pois, parte integrante do nosso dia-a-dia. Por preceitos de higiene limpamos o nosso quarto, a nossa casa, o carro, o equipamento que usamos para os mais diversos trabalhos. As casas de banho, desde os sanitários à banheira, devem, para a maioria de nós, apresentar-se impecáveis, em termos de limpeza.
Tudo isto são hábitos modernos e tem a ver com o progresso da humanidade. No entanto, muitos lugares há em que esses preceitos nem um sonho chegam a ser, porque a ignorância destas necessidades é completa.
E aqui entramos no campo da ignorância – o que é para nós a ignorância?
- É escuridão da mente…
- É a despreocupação e felicidade antes da atrapalhação do conhecimento de algo…
- É…
- Pois é isso tudo, ou seja, é o relaxe e o erro contínuo antes da clareza mental sobre os assuntos – sejam estes de que índole sejam. Temos sempre ignorância desta ou daquela matéria, porque não conseguimos abarcar tudo o que já se conhece em todas as áreas científicas conjugando esses estudos com os afazeres e responsabilidades que vamos assumindo.
- Mas há quem tenha um conhecimento enciclopédico…
- Há, mas nem sempre esse saber é aplicado. Fica, em teoria, armazenado na memória. E portanto, não tem qualidade prática, é um desbobinar contínuo sobre temas variados. Contudo a especialização, em alto grau, sobre determinada área do conhecimento implica, geralmente, a necessidade desse conhecimento para o pôr em prática no trabalho diário.
- Ou seja, o saber não ocupa lugar.
- Não ocupa lugar e sem dúvida que amplia a capacidade mental, dando uma luz e brilho especiais ao intelecto... e ao ser.


publicado por eva às 17:04 | link do post | comentar

6 comentários:
De manu a 1 de Novembro de 2009 às 10:05
Eva! Realmente o saber nunca ocupou lugar. É bom podermos contar com os seus textos. Bom Domingo.


De eva a 2 de Novembro de 2009 às 11:12
A ideia da diversificação de estilos é muito interessante e o leque escolhido de colaboradores, tirando a minha prosa que é pouco trabalhada, é de grande qualidade.
Obrigada!


De Mário Ramos d´Almeida a 4 de Novembro de 2009 às 20:39
Já agora, permita-me discordar Eva. A sua escrita em nada é menor à dos restantes colaboradores. A escrita é de grande qualidade, e as ideias sempre originais e acutilantes.


De eva a 6 de Novembro de 2009 às 19:15
Mário, respondendo aos dois comentários direi: primeiro que Muito obrigada pela gentileza; segundo, a verdade é que não me preocupo muito com a forma.
Escrevo de acordo com o que penso e sinto, e quem dá o que tem...


De Mário Ramos d´Almeida a 4 de Novembro de 2009 às 20:31
Obrigado Eva por podermos contar com os teus textos. Aprecio muito o teu modo, sempre muito original, de olhares a vida. Parece que nada escapa aos teus olhos perscrutadores .


De Utopia das Palavras a 2 de Novembro de 2009 às 19:34
Nem sempre a detenção do conhecimento é sinónimo de sabedoria! Para além de que, toda a prática diária do ser humano é pautada por prioridades, sendo que essas prioridades são muito, muito subjectivas!

Gostei da indignação da tua prosa e do seu título!

Abraço



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