Domingo, 15 de Novembro de 2009

A estas convicções que são minhas

torces o nariz, dizes que não gostas

sem explicação viras-me as costas

afirmas que tortas são estas linhas

 

Ao meu modo de vida chamas abuso

exiges radical mudança de atitude

e, quem sabe, aí a tua opinião mude

a essa chantagem me nego e recuso

 

Cada um faz da vida o que lhe apraz

desde que não prejudique ninguém

não existem razões para afastamento

 

Se conviver comigo tu não és capaz

e por divergências me tens desdém

só posso dizer uma coisa: Lamento!

 


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publicado por manu às 16:00 | link do post | comentar

8 comentários:
De Rafael Castellar das Neves a 17 de Novembro de 2009 às 08:51
Excelente, Manu! Isso enche a boca. São tantas as que jogam tudo pelos ares por conta destas divergências e se escondem atrás de um manto dito como sinceridade extrema... com toda certeza: lamentável!

Abraço...


De manu a 17 de Novembro de 2009 às 22:41
Rafael! Fruto dos nossos tempos. Abraço.


De Utopia das Palavras a 17 de Novembro de 2009 às 23:56
Encontrei neste soneto uma altivez saudável, alguém que sabe o que quer e sabe dizê-lo!
e
eu...gostei de ler!

Beijo Maior



De manu a 18 de Novembro de 2009 às 22:37
Olá Ausenda! Meros desabafos amiga. Beijo Grande.


De poetaeusou a 19 de Novembro de 2009 às 14:30
*
divergências,
falta de aceitação mutua . . .
,
suaves maresias ,
,
*

poetaeusou


De manu a 19 de Novembro de 2009 às 23:37
Divergências... necessidade humana ou mera incompatibilidade... Obrigado pelo comentário.


De Breizh da Viken a 30 de Novembro de 2009 às 22:14
Cada um com as suas divergências...
Tu, com a tua poesia...

Agrada-me ler-te...


bjs



De manu a 1 de Dezembro de 2009 às 22:43
E satisfaz-me saber que gostam do que escrevo. Beijos


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