Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Às vezes, creio que só às vezes, a vida sabe a beijos deixados roubar. E nada mais existe de bom senão isto. Mas, tal como a vida, o beijo termina, e durante existe a angustia de o saber mortal.

Ah!, se eu tivesse alguém a quem os roubar, eu seria feliz, às vezes...



publicado por Mário Ramos d´Almeida às 19:43 | link do post | comentar

6 comentários:
De Utopia das Palavras a 11 de Novembro de 2009 às 21:23
Mesmo ciente da sua mortalidade, faz-me feliz...a vida com sabor a beijos roubados!

Roubo-os...às vezes!

Lindo, lindo!

Beijo


De Mário Ramos d´Almeida a 11 de Novembro de 2009 às 21:39
Somos felizes mas por pouco tempo. Outro beijo.


De Rafael Castellar das Neves a 11 de Novembro de 2009 às 22:59
Mario, sou suspeito a falar deste tipo de coisa...apesar de querer que seja eterno, aprendi a aproveitar o máximo, justamente pela afirmação do seu texto: acaba!

Mas vou comentar com duas grandes frases doídas, importantes para mim de dois grandes escritores:

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem..." Fernando Pessoa

"[...] Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure." Vinicius de Moraes

Abraço....

Rafael


De Mário Ramos d´Almeida a 12 de Novembro de 2009 às 00:59
Quem sou eu para desdizer dois dos grandes da literatura, apesar de Pessoa se desdizer constantemente. Eu próprio às vezes acredito nisso. Um abraço.


De Breizh da Viken a 12 de Novembro de 2009 às 21:10
Às vezes somos felizes... mas só às vezes, depois vêm as mágoas, as tristezas e voos nos nossos céus de desabam... as angústias! Mas esses pequenos momentos de beijos roubados, pequenos tempos perante a vidas, sabem tão bem! fazem-nos rejuvenescer, sonhar, crescer, idealizar... quem sabe aprender a amar um mundo melhor com outro olhar!


Gostei de ler este texto... inspirou-me
Uma golfada de ar fresco!

Abraço


De eva a 13 de Novembro de 2009 às 18:45
A "angústia" de o saber mortal é porque ou esquecemos ou não temos a consciência da nossa imortalidade. É certo que é mais fácil dizê-lo que senti-lo mas a vida, apesar de curta, é uma corrida de longa distância. Cabe-nos aprender, decidir e escolher como gerimos o durante. E a escolha é a alma gémea do destino (Sarah Ban Breathnach).


Comentar post

mais sobre mim
Fevereiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28


posts recentes

Meu Amor Meu

Pecado

Fogo que arde

Coração embalsamado

Lógica humana

Deixamos fugir os dias

Parcela de um Todo

Ando por aí

Tudo pode ser útil

Quero...

arquivos

Fevereiro 2011

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

tags

poesia

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds