Sábado, 7 de Novembro de 2009

Este meu rosto queimado p'la vida

com as rugas que o tempo me deu

já foi lácteo, entretanto escureceu

com conta, peso e alguma medida

 

Este meu corpo cheio de cicatrizes

vergado ao sabor de mil amarguras

combateu o destino e suas agruras

e também viveu momentos felizes

 

Hoje sou como sou, por culpa minha

sou apenas resultado do que vivi

ninguém me exigiu este desfecho

 

Tracei o meu caminho nesta linha

neste percurso, eu assim me defini

razão pela qual jamais me queixo


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publicado por manu às 18:29 | link do post | comentar

8 comentários:
De Utopia das Palavras a 8 de Novembro de 2009 às 10:38
A vida nem sempre se escolhe
mas vive-se e aprende-se com ela
e a mágoa que nos tolhe
diluímos numa estrela!

Hoje...és um ser forte, capaz de enfrentar o mundo!

Beijo Maior





De manu a 8 de Novembro de 2009 às 17:44
Olá Ausenda!

A vida é quem manda
é dela estes cheiros
alfazema ou lavanda
ou odores de outeiros

Compete-nos crescer e evoluir com o que ela nos dá.
Beijo Grande


De Breizh da Viken a 8 de Novembro de 2009 às 18:00
Olá Manu,

A vida ensina-nos a enfrentar os bons e os meus momentos... a tirar sempre uma lição deles e, cada ruga, uma lição...

Gostei muito do poema... fez-me pensar!

abraço



De manu a 8 de Novembro de 2009 às 19:20
Olá Poetamorrente! A poesia também tem a obrigação de permitir a reflexão. Obrigado por seguires o RASURAS. Beijos.


De eva a 8 de Novembro de 2009 às 18:14
Pois é, Manu, mas a maioria de nós acha sempre que a "culpa" está algures fora de nós. Não é fácil assumirmos que somos nós a traçar os caminhos que percorremos.


De manu a 8 de Novembro de 2009 às 19:24
Olá Eva! Eu quero acreditar que mesmo aqueles que negam as próprias culpas, em público, fazem uma análise mais séria e verdadeira na intimidade dos seus pensamentos. Talvez esteja a ser ingénuo nesta opinião...
Beijo


De Rafael Castellar das Neves a 9 de Novembro de 2009 às 08:56
Grande Manu!

Acho que esse é um ponto fundamental do nosso "crescimento" (para não dizer "saudável envelhecimento"): ter a consciência de que somos tudo o que fizemos e fazemos, somos responsáveis por tudo de bom e de ruim que nos acontecem, e que cada ruga é um conjunto de lições aprendidas com muito custo!

Abraço,

Rafael


De manu a 9 de Novembro de 2009 às 19:09
Amigo Rafael! Se a vida fosse fácil seríamos jovens para toda a eternidade e sem rugas
Abraço.


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