Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Foram tantas as fôrmas que me são sinicamente presenteadas,

Sob os mais diversos disfarces e nomes,

Preparadas pelos alheios desejos, vontades e sonhos frustrados de vidas suspensas pelo comodismo justificado por um divinizado conformismo,

E que são ridiculamente impostas por acuações emocionais.

 

Fôrmas às quais deveria me submeter para que as minhas formas atendam os movimentos, os resultados, os passos e os comportamentos formulados por expectativas que guiam planos de vida traçados e postos em execução sem minhas concessões,

Que desconsideram, inclusive, as minhas vontades, minhas loucuras, minhas manhas, minhas frescuras.

 

Formas assumi das fôrmas que entrei, porque quis; também as rejeitei e a elas retornei, porque sim!

Não me trato de uma metamorfose, ou de uma rebeldia desvairada contra vida; ao contrário, apenas de uma apaixonada loucura pela vida, como eu quiser.

A cada passo faço meu caminho, guiado apenas pelas minhas vontades, que desalinham planetas, embaralham cartas, desorientam anjos e multiplicam números.

 

Sou a mancha que encarde a melhor das camisas,

Sou a rasura que incomoda no canto da página,

Sou a pequena nuvem grossa no céu azul de uma quente tarde de domingo,

Sou errante, inesperado, inconveniente; livre para mim e feliz de mim.

 

Àquelas fôrmas, deixo minha arrogância;

Aos seus proponentes, o meu sarcasmo;

Aos enformados, os meus pêsames.

 


tags:

publicado por Rafael Castellar das Neves às 01:16 | link do post | comentar

6 comentários:
De manu a 6 de Novembro de 2009 às 18:37
Amigo Rafael! Toda a razão em te insurgires contra a formatação do ser humano. Nada mais deprimente que sentir uniformidade de actos e pensamentos. Louve-se o velho ditado popular "Cada cabeça sua sentença". Abraço.


De Rafael Castellar das Neves a 6 de Novembro de 2009 às 21:06
Concordo, Manu!! E este ditado também é muito dito por aqui!

A vida é muito curta para a desperdiçarmos com padrões injustificáveis que só a reprimem.

Abraço...


De eva a 6 de Novembro de 2009 às 19:37
A felicidade é um bem precioso. E quando somos felizes, é um bem que irradia também para os outros


De Rafael Castellar das Neves a 6 de Novembro de 2009 às 21:07
É um ótimo círculo vicioso, Eva...difícil de se estabelecer, ótimo de se viver, mas fácil de se romper!

Abraço..


De Utopia das Palavras a 6 de Novembro de 2009 às 23:43
A natureza sobrevive pela diversidade, seres unos...seremos. Eu faço questão disso!

Desalinhar planetas é interessante, contudo perigoso, não?

Excelente post!

Um beijo



De Rafael Castellar das Neves a 7 de Novembro de 2009 às 01:55
Isso mesmo...não dá pra ser massa única, massa sim única não!

rsrsrs...completamente perigoso...e é aí que está a graça!! rsrs

Beijo...


Comentar post

mais sobre mim
Fevereiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28


posts recentes

Meu Amor Meu

Pecado

Fogo que arde

Coração embalsamado

Lógica humana

Deixamos fugir os dias

Parcela de um Todo

Ando por aí

Tudo pode ser útil

Quero...

arquivos

Fevereiro 2011

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

tags

poesia

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds